Perícia de vídeos adulterados e deepfakes: rastros de quadros e codificador

A falsificação de vídeo deixa mais camadas de rastros que uma foto. Há cortes e emendas que removem ou juntam cenas, deepfakes que trocam um rosto ou o movimento da boca, e vídeos gerados do zero por IA. Cada um deixa marcas diferentes na estrutura de quadros e nos dados do codificador.

Estrutura de quadros e dados do codificador

Gravações vindas direto de um celular ou câmera trazem as configurações de codificador, o ritmo de quadros e a estrutura de contêiner daquele aparelho. Passar por um editor muda o nome e as configurações do codificador, e num corte o espaçamento de quadros-chave ou os carimbos de tempo podem se romper. O Origma lê essa estrutura na etapa de metadados e registra onde o arquivo se afasta de uma gravação original.

Troca de rosto e vídeo gerado por IA

Deepfakes de troca de rosto costumam mostrar falhas na borda do rosto, na textura da pele e como cintilação entre quadros. Vídeos gerados do zero por IA têm estatísticas de cena diferentes das gravações reais. O detector de vídeo do Origma amostra quadros para buscar esses traços e registra sua pontuação no registro de evidências junto com os demais sinais.

O que a recodificação apaga

A maioria dos vídeos publicados em redes sociais ou enviados por mensagem é recodificada. Os dados originais do codificador, os metadados e as assinaturas de procedência somem, e a qualidade menor enfraquece também os rastros sutis. Por isso um vídeo republicado deve ser lido como “menos evidências”, não como “sem edição”, e quando não conseguimos decidir, o resultado é inconclusivo.

O que conseguimos e não conseguimos dizer

O Origma avalia separadamente a probabilidade de geração por IA, as assinaturas de procedência e os rastros de edição ou recodificação. Ele não consegue provar que o evento do vídeo aconteceu de fato, nem quem filmou e quando. Os resultados são avaliações, não laudos periciais oficiais nem prova jurídica — guarde o original e busque revisão especializada.

Perguntas frequentes

Vocês analisam um vídeo baixado do YouTube?
Sim, mas é uma cópia recodificada pela plataforma, e grande parte das evidências originais se perdeu. O melhor é o arquivo original de quem filmou.
Todo deepfake é detectado?
Não. Deepfakes recentes de alta qualidade ou vídeos muito recomprimidos podem passar, e quando as evidências são poucas o resultado é inconclusivo.
Vocês mostram onde o vídeo foi emendado?
Quando os carimbos de tempo ou o espaçamento de quadros-chave se rompem, registramos esse sinal. Mas nem toda edição deixa esse rastro.
Posso apresentar o resultado como prova?
Você pode usá-lo como material de apoio, mas não é prova jurídica. Guarde juntos o vídeo original, o hash e o relatório, e busque revisão especializada.

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Este texto é orientação geral, não aconselhamento jurídico. Um resultado de análise é uma avaliação probabilística, não uma prova.

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